A doadora 926/19 FM quebrou recordes ao ser vendida por R$ 182 mil durante um leilão realizado na última sexta-feira, 15 de setembro, na Agropecuária Maragogipe, em Itaquiraí, Mato Grosso do Sul.
De acordo com o leiloeiro Lourenço Campo, da Central Leilões, o alto valor reflete a qualidade do trabalho de seleção genética desenvolvido ao longo de 53 anos pela propriedade do pecuarista Wilson Brochmann. “O evento teve grande repercussão devido à oferta diferenciada de dados dos produtos da Maragogipe”, destacou Campo.
O comprador da fêmea, o empresário e pecuarista Mário Sérgio Manfrim, que possui propriedades nas cidades de Nova Alvorada e Nova Andradina, pretende utilizar a doadora para aprimorar seu rebanho CEIP, que já participa do programa de melhoramento DeltaGen há sete anos. “Compro da Maragogipe porque confio na procedência dos animais e quero que essa vaca se torne uma das principais do meu plantel”, afirmou Manfrim.
O leilão também registrou um aumento na média de preços, com um faturamento total de R$ 2,58 milhões, que inclui a venda de zebuínos, embriões e jumentos. A média das fêmeas Nelore CEIP foi de R$ 28.550, enquanto a dos machos alcançou R$ 23.664. Outro destaque foi a venda da jumenta Proeza da Maragogipe, que foi arrematada por R$ 51 mil, estabelecendo um novo recorde nacional para a raça.
Com mais de 600 pessoas presentes, o evento contou com compradores de diversos estados, incluindo Mato Grosso, São Paulo e Tocantins. Brochmann expressou sua satisfação com os resultados, afirmando que eles refletem décadas de dedicação ao melhoramento genético. “O segredo está sempre na matriz. Essa doadora representa tudo o que acredito para o futuro da pecuária: qualidade de carcaça, precocidade, docilidade e padrão racial”, disse.
O leilão também apresentou o projeto Maragogipe Prime, que visa aprimorar a qualidade dos rebanhos por meio de ultrassonografia, avaliando indicadores como a Área de Olho de Lombo e Marmoreio. Lucas Marques, diretor da Maragogipe, ressaltou a importância desse trabalho para o futuro do Nelore CEIP no Brasil, destacando que 10% de todo o sêmen Nelore CEIP vendido no país é originário da propriedade.

