Moradores do Mato Grosso do Sul compartilham suas experiências sobre o impacto das colisões veiculares com antas em uma minissérie documental chamada ‘Vidas em Risco’, que estreia no dia 18 de maio. A produção, realizada pela Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), traz relatos de pessoas afetadas por acidentes nas rodovias do estado.
Nos últimos anos, 48 pessoas perderam a vida em colisões com antas nas rodovias estaduais e federais de Mato Grosso do Sul, além de cerca de 100 antas morrerem anualmente. A minissérie tem como objetivo dar voz aos afetados, que relatam não apenas a dor da perda de entes queridos, mas também as consequências físicas e os danos materiais decorrentes desses acidentes.
Colisões frequentes e suas consequências

As rodovias mais críticas incluem a MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, e a BR-267, entre Nova Alvorada do Sul e a divisa com São Paulo. A anta, um mamífero de grande porte, representa um perigo real nas estradas, com colisões resultando em acidentes graves. Apesar de esforços de mais de uma década para implementar medidas de segurança, os gestores das rodovias ainda não adotaram ações efetivas.
Dividida em três episódios de aproximadamente 10 minutos, a minissérie apresenta histórias de 17 pessoas, incluindo familiares de vítimas de um acidente trágico na BR-267 em 2015, onde oito pessoas faleceram. A coordenadora da INCAB-IPÊ, Patrícia Medici, destaca que agora são as vozes das vítimas que estão sendo ouvidas, não apenas a dos pesquisadores.
Como assistir e participar
Os episódios de ‘Vidas em Risco’ estarão disponíveis no canal do YouTube da INCAB-IPÊ e também podem ser acessados através do Instagram do projeto. A iniciativa busca não apenas sensibilizar a população, mas também pressionar as autoridades a tomarem medidas para garantir a segurança nas estradas.
Histórico de tentativas de solução
A INCAB-IPÊ tem monitorado colisões veiculares com fauna em Mato Grosso do Sul há mais de dez anos, com análises que resultaram em propostas de mitigação entregues aos órgãos competentes. Apesar das tentativas, como inquéritos civis e ações públicas em relação à rodovia MS-040, as medidas ainda não foram implementadas, e o problema continua a afetar tanto a fauna quanto a segurança viária.

