No último final de semana de julho, a cidade se despedia das férias de maneira gelada. A manhã deste sábado ainda carregava o frio intenso, com nuvens que impediam a luz do sol de aparecer.
Amizade e Rotina
Sentado no meio-fio, Demá, um garoto sonhador, aguardava a chegada do amigo Silvio, enquanto mordia um pedaço de pão amanhecido. Quando Silvio chegou, a interação foi breve, mas cheia de cumplicidade, e juntos partiram rumo à casa de outro amigo, Cido.
A resposta de Cido, que estava ajudando na farmácia, foi recebida com desânimo. Mas isso não impediu os dois de continuarem seu trajeto, cumprimentando os transeuntes com educação, embora não deixassem de brincar com as moças que passavam.
Travessuras e Medos
Os garotos, filhos de nordestinos, carregavam um certo receio dos pais e do oficial de justiça conhecido como seu Ramiro, que, segundo as lendas urbanas, levava meninos travessos para o juiz. Assim, mesmo em suas brincadeiras com as crianças menores, havia um limite que não se atreviam a cruzar.
As confusões aconteciam, como quando Silvio, em um momento de diversão, decidiu atirar um torpedo feito de papel em uma senhora, provocando risadas entre os amigos, mas também uma rápida fuga quando ela gritou em japonês.
Trabalho e a Liberdade do Vento
Ao chegarem ao Cine São Jorge, o trabalho os aguardava. Com vassouras em mãos, varreram o local em silêncio, exceto quando encontravam objetos perdidos. A rigidez do novo gerente, Pedro, os fazia trabalhar com mais atenção, mas ainda assim, o tempo passava rápido.
Após terminarem os afazeres, foram abordados pelo gerente das Casas Pernambucanas, que lhes pediu para distribuir folhetos, prometendo pagamento. Animados com a nova tarefa, os garotos se lançaram nas ruas, mas logo perceberam que a quantidade de folhetos parecia interminável.
A Liberdade do Vento
Com o sol surgindo e o vento se intensificando, a dupla encontrou uma maneira de se livrar da tarefa. Ao jogarem todos os folhetos para o alto, a cena se transformou em um espetáculo de risadas e gritos de ‘Aleluia, aleluia!’, enquanto os papéis voavam em todas as direções.
O que eles não esperavam era que o gerente os seguisse de perto, levando os meninos a uma corrida desenfreada. A travessura os afastou temporariamente das Casas Pernambucanas, mas garantiu mais uma história para contar.
Fonte: https://agoranaregiao.com.br
Valdei José (MTE 1134/MS) é Jornalista Profissional e Editor-chefe do JBR – Jornal Brasil Regional. Com Registro e foco em apuração ética e transparência, sua missão é cobrir os fatos do Brasil e Regiões. Acesse o perfil completo e conheça as áreas de expertise.

