Em 1965, o Brasil vivia sob um regime militar, e nesse contexto, o governador de São Paulo, Adhemar de Barros, organizou a 1ª Olimpíada da Noroeste. A competição reuniu cidades ao longo da Noroeste do Brasil, de Bauru a Dourados, com diversas modalidades, incluindo o futebol de salão. Andradina foi escolhida como a cidade-sede do evento.
Mirandópolis, uma das participantes, não ficou hospedada em Andradina, optando por viajar diariamente para as competições. Enquanto aguardavam os jogos, os atletas se distraiam assistindo a outras partidas. Um dos momentos marcantes ocorreu durante um jogo de basquete, quando a bola ficou presa entre a tabela e o aro. Após várias tentativas frustradas de retirá-la, Leônidas da Silva, um dos organizadores, improvisou com uma bola de vôlei, conseguindo finalmente desalojar a bola com um chute certeiro, ganhando aplausos entusiasmados.
A Grande Final
A equipe de futebol de salão de Mirandópolis se classificou para a final, onde enfrentaria Andradina. No dia da partida, a ansiedade era palpável enquanto os jogadores se reuniam em frente ao Bar Jardim para embarcar em um caminhão basculante que os levaria ao local da competição. A ausência do jogador Nata, que preferia viajar na cabine, foi uma preocupação para a equipe, mas Makoto assumiu seu lugar.
Ao chegarem em Andradina, a equipe de Mirandópolis se deparou com uma quadra lotada e uma torcida barulhenta, que incluía uma fanfarra e muita animação. A tensão aumentou ao atravessar a multidão, mas a equipe se preparou para o jogo. Com uma formação composta por Fenelon, Gato, Bispo, Makoto e Cabeção, Mirandópolis iniciou a partida com um gol logo no começo, gerando um silêncio momentâneo entre os torcedores.
Um Jogo Intenso
O empate veio rapidamente, e a pressão da torcida se intensificou. Mirandópolis não se deixou intimidar e, após um jogo acirrado, conseguiu um segundo gol. O clima de tensão se transformou em uma verdadeira batalha em quadra, com faltas e disputas intensas. Apesar da pressão, os jogadores mantiveram a calma e se uniram para reverter a situação.
No entanto, a equipe sofreu um revés ao levar três gols seguidos, desencadeando a euforia da torcida adversária. Um tempo foi solicitado, e os jogadores, mesmo assustados, se uniram, decidindo que iriam lutar até o fim. A confiança se renovou, e eles empataram novamente, seguido por um quinto gol que trouxe esperança.
A Vitória
Com o cronômetro se esgotando, a tensão aumentou. Em uma jogada decisiva, Cabeção recebeu a bola e, com um chute poderoso, marcou o gol da vitória: seis a cinco. A quadra explodiu em comemorações, e a medalha de ouro foi conquistada. No ano seguinte, a equipe se preparava para defender seu título em Araçatuba, buscando o bicampeonato.
Fonte: https://agoranaregiao.com.br
Valdei José (MTE 1134/MS) é Jornalista Profissional e Editor-chefe do JBR – Jornal Brasil Regional. Com Registro e foco em apuração ética e transparência, sua missão é cobrir os fatos do Brasil e Regiões. Acesse o perfil completo e conheça as áreas de expertise.

