A Associação de Rodeio Espora de Prata, que por quase 30 anos esteve à frente de uma das tradições mais emblemáticas de Mirandópolis, tem uma história marcada por simplicidade e colaboração comunitária. Antes da estrutura moderna das festas, os eventos eram realizados em cenários rústicos, cercados de bambus e com chão de casca de arroz, refletindo a essência do campo.


Os primórdios da festa
A trajetória do rodeio na cidade teve início antes da formalização da associação. Manoel Sabino, conhecido como Mané, foi um dos pioneiros na idealização da Festa do Peão, que ganhou força com a contribuição de outros moradores locais, como Hugo Monzane e Alcides Parro. A primeira edição da festa ocorreu na área que atualmente abriga uma penitenciária, mas logo foi transferida, em 1987, para o Recinto Antonio Hidalgo, com o auxílio de José Eleotério.


Fundação da associação
A Associação foi oficialmente fundada em 3 de julho de 1987, contando com 15 membros. Manoel Marcos Franco assumiu a presidência, enquanto Alcides Parro ocupou a vice-presidência. A mudança de nome de Espora Batida para Espora de Prata foi uma sugestão de Valnei Monzane durante uma reunião entre os integrantes. Em 1992, a Prefeitura cedeu a área do Recinto de Festas Antônio Hidalgo para a realização dos eventos.


Recordações na arena
Mané Sabino vivenciou a festa em diversas funções, desde juiz até narrador, ao lado de Zé Rolha. Uma lembrança marcante foi uma edição em que, apesar de um forte temporal na madrugada, o dia amanheceu ensolarado, atraindo um grande público. A Festa do Peão chegou a sua 25ª edição em 2010, consolidando-se como um marco na cidade.


Legado familiar
Alcides Parro também teve papel fundamental na história da associação. Sua filha, Regina Parro, relembra seu envolvimento nas primeiras festas, sempre ligado ao campo através de seu trabalho com gado e cavalos. O amor pelo rodeio foi herdado pelo neto, que hoje atua tanto como salva-vidas em eventos quanto no comitê de rodeio da cidade.


Fim de uma era
A última Festa do Peão organizada pela Espora de Prata ocorreu em 2015. O aumento dos custos e a dificuldade em manter o modelo de arrecadação levaram a associação a interromper sua participação. Apesar disso, o rodeio continua a ser realizado em Mirandópolis sob novas direções, mas as memórias de uma época de trabalho conjunto e improviso permanecem vivas. Mané Sabino expressa a saudade dessa fase: ‘Sinto muita falta’.


Para mais detalhes sobre a história da associação e do rodeio em Mirandópolis, acesse a matéria original em [AGORA NA REGIÃO](https://agoranaregiao.com.br/2026/09/16/espora-de-prata-memorias-de-uma-associacao-que-ajudou-a-transformar-o-rodeio-em-tradicao-em-mirandopolis/).
Links e documentos citados
Fonte: agoranaregiao.com.br
Valdei José (MTE 1134/MS) é Jornalista Profissional e Editor-chefe do JBR – Jornal Brasil Regional. Com Registro e foco em apuração ética e transparência, sua missão é cobrir os fatos do Brasil e Regiões. Acesse o perfil completo e conheça as áreas de expertise.

