A busca pelas figurinhas da Copa do Mundo de 2026 tem gerado um movimento intenso entre crianças, jovens e adultos em Mirandópolis. Mais do que completar o álbum, esses colecionadores estão aproveitando os pontos de troca como uma forma de fortalecer laços familiares e amizades.
Trocas que Criam Conexões
Yves Oda, professor e um dos organizadores das trocas no Kumon da cidade, destaca que a iniciativa vai além da simples coleção. “Muitas crianças não têm recursos para comprar pacotes de figurinhas. As trocas não só ajudam, mas também criam momentos especiais entre pais e filhos”, explica.
Colecionador desde pequeno, Yves compartilha essa paixão com seu filho, Leo, e juntos completaram o álbum em apenas uma semana, graças às trocas realizadas com outros participantes.
Experiências que Vão Além da Coleção
Os encontros de troca têm possibilitado a formação de novas amizades. Yves relata que conheceu um amigo em uma troca de figurinhas de outra Copa e a amizade perdura até hoje. Ele estima que já ajudou cerca de 30 pessoas a completar seus álbuns, chegando a abrir pacotes extras para ajudar outros colecionadores.
Expectativas Superadas
Rogério Carbello, proprietário da World Copy, notou um aumento significativo na procura pelo álbum de figurinhas, superando as expectativas em relação a edições anteriores. A demanda começou antes mesmo do lançamento oficial, demonstrando o interesse crescente pelo Mundial.
Um Espaço para a Socialização
Outro local que tem atraído colecionadores é o AutoPosto Avenida, onde encontros de troca são realizados aos domingos. Idealizada por Alessandra e Chicão Momesso, a iniciativa busca recriar a atmosfera de socialização das antigas bancas de revistas, onde as trocas de figurinhas eram comuns.
União Familiar Através das Figurinhas
As trocas têm reunido famílias de diversas cidades. Douglas Massao, de Guaraçaí, decidiu completar o álbum ao lado da filha, o que acabou envolvendo toda a família. “A Copa do Mundo é uma oportunidade de reunir as pessoas queridas para assistirmos aos jogos”, reflete.
A esposa de Douglas, Anne Karoline, afirma que a coleção propiciou uma união ainda maior entre os familiares. “Era pela nossa filha, mas acabou envolvendo todo mundo. É uma pena que aconteça apenas de quatro em quatro anos”, lamenta.
Felipe Zanon, que também acompanha os filhos nas trocas, vê esses momentos como uma chance de interação fora das telas. “É uma oportunidade para os filhos se desconectarem e interagirem com outras pessoas”, afirma.
Memórias e Tradições
Ao participar das trocas, muitos colecionadores também relembram os títulos mundiais do Brasil, como os de 1994 e 2002. A tradição da troca de figurinhas continua a mobilizar diferentes gerações, como Dona Leonor, que busca figurinhas para seu marido, impossibilitado de comparecer aos encontros.
Júlio, morador de Andradina, também se junta aos netos nas trocas, valorizando esses momentos especiais. “Participar disso com os netos é muito importante. Eles podem não entender tudo sobre futebol, mas querem fazer parte”, conclui.
Fonte: https://agoranaregiao.com.br
Valdei José (MTE 1134/MS) é Jornalista Profissional e Editor-chefe do JBR – Jornal Brasil Regional. Com Registro e foco em apuração ética e transparência, sua missão é cobrir os fatos do Brasil e Regiões. Acesse o perfil completo e conheça as áreas de expertise.

