As urnas foram fechadas no Brasil, onde uma eleição presidencial acirrada pode mudar os rumos da política interna e externa do país. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, busca um quarto mandato não consecutivo, enfrentando o senador Flávio Bolsonaro, representante da direita e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na véspera da eleição, pesquisas indicaram que Lula e Bolsonaro estavam em uma disputa apertada, com a Quaest apontando 46% para Lula e 45% para Bolsonaro, enquanto o Datafolha trouxe Lula com 45% e Bolsonaro com 42%. Ambos os levantamentos apontam um empate técnico. Caso nenhum dos candidatos consiga mais da metade dos votos, um segundo turno será realizado no dia 25 de outubro.
Candidatos e Propostas
Além da presidência, os brasileiros também estão elegendo todos os 513 membros da Câmara dos Deputados, 54 dos 81 senadores e 27 governadores. Lula, em sua campanha, defendeu a continuidade de programas sociais e políticas de redistribuição de renda, caracterizando a eleição como uma escolha entre “fortalecer a democracia e a barbárie”.

Por outro lado, Bolsonaro, que busca implementar mudanças, tem criticado as políticas de Lula, atribuindo a elas o aumento do custo de vida e prometendo medidas de segurança mais rígidas e cortes de impostos. Ele se apresenta como um candidato reformista, fazendo uso da imagem de seu pai, conhecido como “mito” entre seus apoiadores.

Contexto Internacional
O resultado dessas eleições tem implicações significativas para o Brasil, que é membro fundador do BRICS e desempenhou um papel importante no fortalecimento da multipolaridade global. Sob Lula, o Brasil tem buscado resistir à pressão ocidental, especialmente dos Estados Unidos, que têm enfatizado sua influência na América Latina.

O governo de Lula já criticou abertamente ações dos Estados Unidos, acusando o ex-presidente Donald Trump de tentar desestabilizar a multipolaridade e promover uma agenda unilateral. Lula também se manifestou contra a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, proposta um aumento na cooperação de defesa com a África do Sul e denunciou tentativas de “colonização” do Brasil por interesses estrangeiros.

A Disputa entre os Candidatos
Flávio Bolsonaro, por sua vez, é visto por Lula como “candidato de Trump” e tem ressaltado a importância de estreitar laços com os Estados Unidos, apesar de negar apoio direto de Washington em sua campanha. Ele defende que o Brasil deve buscar melhores acordos com os EUA, especialmente no que diz respeito a minerais raros.
A disputa entre Lula e Bolsonaro, portanto, não se limita apenas a questões internas, mas reflete também tensões globais e a busca por um posicionamento mais autônomo do Brasil no cenário internacional.

Para mais informações sobre o contexto eleitoral e as implicações internacionais, confira as matérias relacionadas: [Ex-Brazilian president sentenced to 27 years over coup attempt](https://www.rt.com/news/624545-brazil-jair-bolsonaro-coup-trial-verdict/), [Why is Trump shifting millions in military aid to South America?](https://www.rt.com/news/645896-us-military-aid-south-america/), [Trump wants to ‘colonize’ Brazil – Lula campaign](https://www.rt.com/news/646247-us-brazil-election-meddling/), [Brazil’s Lula proposes BRICS leaders meeting to respond to Trump](https://www.rt.com/news/622591-brazils-lula-proposes-brics-leaders/), [BRICS nation probes alleged US interference in elections](https://www.rt.com/news/646646-brazil-probes-us-interference-elections/).
Fonte: www.rt.com
Valdei José (MTE 1134/MS) é Jornalista Profissional e Editor-chefe do JBR – Jornal Brasil Regional. Com Registro e foco em apuração ética e transparência, sua missão é cobrir os fatos do Brasil e Regiões. Acesse o perfil completo e conheça as áreas de expertise.

