Cássia Tavares relembra trajetória na enfermagem e aconselha: “Não desista dos seus objetivos”

Aos 48 anos, Cássia Tavares da Silva de Jesus, coordenadora da Atenção Básica de Saúde de Mirandópolis, recorda uma trajetória marcada por mudanças, apoio familiar e dedicação à enfermagem. Natural de Santa Fé do Sul e criada em Aparecida D’Oeste, ela chegou ao município após ser aprovada em concurso público e, desde 2013, construiu vínculos com colegas e pacientes.

Da quitanda à faculdade de enfermagem

Cássia conta que teve uma infância tranquila e estudou em escola pública. Os pais se separaram quando ela tinha nove anos, mas, segundo ela, o pai continuou presente. Filha única, cresceu ao lado da mãe, que cuidava da casa e trabalhava com costura, e do pai, funcionário de banco.

Ela se casou com Denivaldo César, seu vizinho, em 1996. O casal tem uma filha, Heloísa. Antes de ingressar na área da saúde, Cássia administrou uma quitanda em Aparecida D’Oeste, aberta em 2002. Em 2007, decidiu retomar os estudos e começou a graduação em enfermagem na Unifunec, em Santa Fé do Sul, concluída em 2010.

A escolha pela profissão veio depois de conversar com uma amiga enfermeira. O incentivo do marido, a ajuda financeira do pai e o apoio da mãe foram fundamentais para que ela conseguisse conciliar a faculdade com a rotina familiar. “Foi uma conquista de toda a família”, resume Cássia.

Mudança para Mirandópolis

Depois da formação, Cássia trabalhou como cuidadora de um homem com Alzheimer e prestou concursos em diferentes cidades. A aprovação para atuar em Mirandópolis veio em seguida, com a convocação em 2013.

No início, ela enfrentava uma rotina cansativa entre Mirandópolis e Ilha Solteira, onde sua família morava. Com o tempo, ela e o marido decidiram se mudar para o município. Cássia afirma que foi bem recebida desde os primeiros dias e que criou laços importantes com os profissionais da Prefeitura.

Cássia Tavares relembra trajetória na enfermagem e aconselha: “Não desista dos seus objetivos”
Cássia ao lado da filha, Heloísa, e do esposo, Denivaldo. Foto: Arquivo Pessoal/Cássia Tavares

Experiências que ficaram na memória

Para Cássia, trabalhar em uma unidade básica de saúde é uma atividade complexa, mas também recompensadora. Entre as situações que marcaram sua carreira, ela recorda o atendimento a uma mãe que enfrentava dificuldades para amamentar. Após receber orientações, a paciente retornou para agradecer e contou que havia conseguido amamentar.

Outro momento especial ocorreu durante uma primeira consulta de pré-natal na UBS do Aeroporto. Ao ouvir os batimentos cardíacos do bebê, Cássia percebeu que se tratava de uma gestação de gêmeos. “São experiências que ficam na memória”, relata.

Apoio da família

A enfermeira atribui parte importante da conquista ao suporte recebido em casa. O marido a acompanhou durante a faculdade, a filha apoiava a mãe enquanto ela estudava à noite, e os pais também participaram da caminhada.

Cássia lembra de uma frase dita pela mãe durante o período de estudos: depois de quatro anos, ela poderia estar formada ou continuar sem a graduação. A escolha foi seguir em frente até poder dizer: “estou formada”.

A história completa de Cássia Tavares reúne lembranças da infância, da família e da carreira construída na saúde pública.

Mensagem de persistência

Ao falar com quem enfrenta dificuldades para alcançar um objetivo, Cássia aconselha a não desistir. Para ela, conciliar faculdade, casamento e filhos exige esforço, mas a perseverança pode levar à realização dos planos. “Se não deu certo ainda, é porque não chegou ao final. Não desista dos seus objetivos”, afirma.

Links e documentos citados

Fonte: agoranaregiao.com.br

Valdei José MTE 1134/MS

Valdei José (MTE 1134/MS) é Jornalista Profissional e Editor-chefe do JBR – Jornal Brasil Regional. Com Registro e foco em apuração ética e transparência, sua missão é cobrir os fatos do Brasil e Regiões. Acesse o perfil completo e conheça as áreas de expertise.